domingo, 18 de setembro de 2011

PRESIDENTE DA REPUBLICA BRASILEIRA E DEPUTADO TELEGRAFISTA - Juscelino e Alkmin, telegrafistas, 1923

Dia 27 deste .Vamos nos encontrar em Taubaté SP. (encontro de Radioamador) Eu pu2kub Juscelino.

DIAMANTE EM FORMAÇÃO (1902-1932)
O telegrafista

Para que o filho pudesse viajar a Belo Horizonte e lá prestar o concurso para telegrafista, em julho de 1919, Júlia Kubitschek precisou vender a única jóia que tinha, um colar de ouro, herdado da mãe. Eram 89 candidatos e Juscelino classificou-se em 19º lugar.
Enquanto esperava a nomeação, voltou para Diamantina e conseguiu autorização para praticar telegrafia na agência local dos Correios.
Deixou de vez sua cidade quando, finalmente, foi convocado para assumir o posto de telegrafista-auxiliar na estação ferroviária de Belo Horizonte, a 19 de maio de 1921. Ganhava 6 mil-réis por dia – e só a cama e a comida, na pensão onde morava, num porão na avenida Afonso Pena, no centro da cidade, consumiam 50 mil-réis por mês.
Matriculado num curso particular para os exames preparatórios, conheceu nessa época um rapaz magrinho, vindo de Itabira, que se formaria na Escola de Farmácia – o já poeta Carlos Drummond de Andrade.
Os telegrafistas Juscelino e Alkmin, 1923Quando o salário saltou para 8 mil-réis por hora, Juscelino se mudou para uma república de estudantes. Ali reencontrou um amigo feioso e baixinho, porém inteligentíssimo: José Maria Alkmin, futuro marido de sua prima Maria das Dores da Fonseca. Era, como ele, telegrafista, e haveria de se converter no próprio símbolo da raposice da política mineira, tendo sido deputado, ministro de Estado e vice-presidente da República.